VENEZA — Exames preliminares encontram vestígios de álcool e entorpecentes no sangue e na urina do condutor do táxi aquático que colidiu com uma embarcação em um canal de Veneza. O acidente matou a brasileira Gabriella Querino Elorriaga e o italiano Sean Michieli.
Os resultados apontam níveis baixos das substâncias. A identidade do condutor permanece sob sigilo, e a Promotoria de Veneza solicitou exames clínicos complementares para confirmar as concentrações exatas.
Investigação do acidente
Gabriella, de 26 anos, e Sean, de 25, estavam casados havia três meses e moravam em Burano, ilha de pescadores na Lagoa de Veneza. O casal saiu para pescar por volta das 5h do último dia 12 de setembro, quando a embarcação em que estava foi atingida pelo táxi aquático, que transportava dois turistas norte-americanos.
Sean foi resgatado e levado ao hospital, mas morreu após sofrer traumatismo craniano no domingo, dia 13. O corpo de Gabriella foi encontrado na Lagoa de Veneza na manhã de terça-feira, dia 15, depois das buscas.
A Promotoria investiga o caso como homicídio náutico e naufrágio culposo. A promotora Daniela Moroni marcou para 24 de setembro a nomeação dos peritos que vão analisar o local e reconstruir a dinâmica da colisão.
As autoridades italianas também pediram assistência jurídica internacional para ouvir como testemunhas os dois passageiros que estavam no táxi aquático. O casal norte-americano seguia para o Aeroporto de Tessera, com destino aos Estados Unidos.
Licença do táxi aquático
O proprietário da embarcação pediu ao Departamento de Mobilidade da Prefeitura de Veneza a transferência da licença de transporte. A medida pode ter implicações nos processos de indenização às famílias de Gabriella e Sean.
A legislação italiana proíbe profissionais responsáveis pelo transporte de passageiros de operar embarcações sob influência de álcool ou drogas, independentemente da concentração. As responsabilidades civis e criminais serão analisadas no andamento das investigações e de eventuais processos judiciais.



