Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Brasil

Flávio Bolsonaro articula adiamento de votação sobre fim da escala 6×1

Presidente do Senado diz que PEC será analisada somente após as eleições, ainda em 2026.

Sakamoto: Flávio aproveita crise no STF e consegue barrar votação do fim da 6×1
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou com aliados o adiamento da votação, no plenário do Senado, da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. A decisão ocorre após a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (2).

Flávio procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e argumentou que a análise da proposta poderia desequilibrar as eleições. Alcolumbre anunciou que a PEC deve ser votada ainda em 2026, mas somente depois do processo eleitoral.

A avaliação de integrantes do governo e de senadores da base e da oposição é que os desdobramentos do escândalo do Banco Master e os questionamentos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) facilitaram a articulação para postergar a votação. O caso envolve vazamentos sobre a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e dúvidas sobre a relatoria de André Mendonça em inquéritos ligados aos escândalos do Master e do INSS.

Risco para a proposta

Defensores do fim da 6×1 no governo avaliam que o adiamento pode prejudicar a aprovação. A disputa eleitoral por dois terços das cadeiras do Senado era considerada um incentivo para que parlamentares apoiassem a mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados aprovaram a proposta.

Pesquisas citadas no debate apontam que cerca de 70% da população apoia o fim da escala, com adesão entre eleitores de diferentes correntes políticas. A aprovação da PEC é uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Flávio tentou avançar com uma proposta de remuneração por hora trabalhada, apresentada como alternativa mais flexível. O texto não elimina a escala 6×1 e deixaria eventuais mudanças na jornada para negociação entre patrão e empregado. A proposta não avançou na CCJ.

Na comissão, Rogério Marinho (PL-RN), autor da alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista, mas a análise foi retomada uma hora depois. Ele tentou incluir trechos de sua proposta na PEC do fim da 6×1, mas a iniciativa foi rejeitada.

Durante o debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem diminuir salários elevaria custos. O relator Omar Aziz (PSD-AM) reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a mudança também seriam considerados incompetentes. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do partido votaram contra o fim da escala 6×1.

Flávio, que critica a proposta, não declarou publicamente que votará contra o texto. Nesta semana, afirmou: “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.