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Varejo recua 0,8% em julho após alta de vendas ligada à Copa

Pesquisa do IBGE mostra desaceleração do comércio, com queda em cinco das oito atividades analisadas no mês.

Varejo recua 0,8% em julho após alta de vendas ligada à Copa

O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% de junho para julho, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é associado a uma espécie de ressaca da Copa do Mundo, disputada em junho e julho.

O acumulado do setor em 12 meses desacelerou para 1,6%. No acumulado de 2026, o avanço é de 1,8%, enquanto o indicador em 12 meses registra alta de 1,2%. Em março, esse acumulado era de 2,3%. A média móvel trimestral, que indica a tendência recente, teve variação negativa de 0,1%.

O nível de julho ficou 10,6% acima do registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, e 1,5% abaixo do maior patamar da série, alcançado em março de 2026. Para Cristiano Santos, analista da pesquisa, o comércio está em patamar equivalente ao de dezembro de 2025.

Atividades pesquisadas

Cinco das oito atividades analisadas pelo IBGE tiveram queda entre junho e julho. Móveis e eletrodomésticos recuaram 4,9%; livros, jornais, revistas e papelaria, 4,2%; tecidos, vestuário e calçados, 2,7%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, 2,2%; e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 0,2%.

As demais atividades registraram alta: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, 0,6%; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 0,6%; e combustíveis e lubrificantes, 0,3%.

Cristiano Santos afirma que a queda em eletrodomésticos, revistas, papelaria e vestuário está relacionada ao aumento das vendas antes da Copa. Segundo ele, produtos como televisores e álbuns de figurinhas tiveram procura maior nos meses anteriores, elevando a base de comparação de julho. Em 12 meses, as vendas de móveis e eletrodomésticos avançam 3,9%.

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, cresceu 0,4% entre junho e julho. Em 12 meses, a alta é de 1,2%.

O IBGE também informou que o setor de serviços ficou estável no mês e avançou 2,4% em 12 meses. A indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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