O mercado financeiro reduz a previsão de inflação e de crescimento da economia brasileira em 2026, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 14. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passa de 5,00% para 4,90%, na terceira semana seguida de revisão para baixo.
Mesmo com a redução, a projeção para a inflação permanece acima do limite superior da meta perseguida pelo Banco Central. O objetivo é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com isso, o teto da meta fica em 4,5%.
Para 2027, a previsão do IPCA sobe de 4,29% para 4,30%, na quinta semana consecutiva de alta. As estimativas para 2028 e 2029 permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Atividade econômica e juros
A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 recua de 1,93% para 1,89%. Para 2027, a projeção cai de 1,50% para 1,45%. O mercado também reduz a estimativa para 2028, de 1,96% para 1,87%, e mantém a previsão para 2029 em 2%.
A taxa básica de juros projetada para o fim de 2026 permanece em 13,75% pela sexta semana seguida. Para 2027, a estimativa continua em 12%; para 2028, em 10,50%; e para 2029, em 10%.
A previsão para o dólar no fim de 2026 também fica em 5,20 reais. Para 2027, a projeção diminui de 5,30 reais para 5,28 reais. A estimativa para 2028 permanece em 5,30 reais, enquanto a de 2029 sobe de 5,35 reais para 5,36 reais.
O Boletim Focus reúne semanalmente projeções de instituições financeiras e de outros participantes do mercado para os principais indicadores da economia brasileira.

