O Ibovespa futuro começa o pregão desta quarta-feira (9) em queda de 0,21%, aos 189.630 pontos, enquanto o dólar à vista sobe 0,12%, a R$ 5,0917. O movimento ocorre em meio à alta do petróleo, com os preços acima de US$ 100 no mercado internacional.
Por volta de 9h (horário de Brasília), o DXY, índice que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, recua 0,13%, aos 98.662 pontos. No exterior, os contratos futuros também operam em baixa: o S&P futuro cai 0,33%, aos 7.655,00 pontos; o Dow futuro recua 0,62%, aos 52.505,00 pontos; e o Nasdaq futuro perde 0,45%, aos 29.406,00 pontos.
O cenário geopolítico é o principal foco dos investidores, diante da escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atacado 10 navios petroleiros depois de os Estados Unidos anunciarem a destruição de cinco navios iranianos. A guerra já dura seis meses.
Os contratos de petróleo registram alta nesta manhã. O Brent para novembro avança 2,74%, a US$ 100,60 o barril, enquanto o WTI para outubro sobe 2,35%, a US$ 95,22 o barril.
O Bank of America projeta preço médio do Brent de US$ 82 por barril no segundo semestre deste ano e de US$ 75 por barril em 2027. O Goldman Sachs considera possível que o barril alcance US$ 120 no curto prazo, mas trabalha com Brent a US$ 85 neste ano e a US$ 80 por barril no próximo ano.
Renato Nobile, CEO e CIO da Buena Vista Capital, afirma que o mercado opera com volatilidade e foco no curto prazo. Para o Bradesco BBI, os ativos locais podem passar por ajustes e realização de lucros após a alta registrada no pregão anterior.
No cenário doméstico, os investidores acompanham a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pela Presidência da República, além da crise no Supremo Tribunal Federal. Rafael Passos, analista e sócio da Ajax Asset, avalia que os acontecimentos envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro, o STF e agentes políticos aumentam a percepção negativa sobre o governo.


