A inflação ao produtor dos Estados Unidos sobe 0,4% em agosto, com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) nesta quinta-feira, 10. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) para a demanda final acelera após alta de 0,1% em julho e queda de 0,1% em junho. Em 12 meses, o indicador acumula avanço de 5,4%.
A alta se concentra principalmente nos bens, que ficam 1,1% mais caros no mês, depois de duas quedas consecutivas. Mais de três quartos desse avanço vêm da energia, cujos preços sobem 4,2% em agosto. O diesel lidera o movimento, com salto de 24,1%, responsável por mais de um terço da alta dos bens destinados à demanda final. Gasolina, combustível de aviação e óleo para aquecimento também registram aumento.
Os alimentos avançam 0,1%, enquanto os bens que excluem alimentos e energia sobem 0,4%. Entre os serviços, a alta é de 0,1%, a terceira consecutiva. O resultado é influenciado pelos serviços de transporte e armazenagem, que ficam 2,3% mais caros. O transporte rodoviário de cargas sobe 2%.
Passagens aéreas, serviços jurídicos, internações hospitalares e o varejo de automóveis também registram alta. Na outra direção, as margens do varejo de combustíveis e lubrificantes caem 11,3%.
O índice de demanda final sem alimentos, energia e serviços comerciais avança 0,3% em agosto, após alta de 0,4% em julho. Em 12 meses, o indicador sobe 4,7%.
Na demanda intermediária, os bens processados ficam 1,8% mais caros, revertendo a queda de 0,4% em julho. Mais de 80% do aumento vem dos produtos energéticos processados, que sobem 7,3%. O diesel responde por quase dois terços dessa alta. Em 12 meses, os preços desses insumos acumulam avanço de 11,5%.
Os produtos não processados destinados à demanda intermediária sobem 1,1% em agosto e acumulam alta de 12,8% em 12 meses. Petróleo bruto, milho, aves para abate e minérios de metais não ferrosos estão entre os itens que encarecem.
Investidores avaliam se o choque de energia fica concentrado nas commodities ou se alcança outros preços da economia americana. Essa leitura pode afetar as expectativas de inflação e os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.



