A aproximação do Arsenal foi decisiva para que o Real Madrid flexibilizasse as condições de renovação de Vinícius Junior, afirmou o jornalista Raúl Varela. O clube inglês apresentou um projeto para o camisa 7 e sinalizou que poderia superar a proposta financeira dos espanhóis.
A movimentação aumentou o risco de o Real Madrid perder uma de suas principais estrelas sem compensação ao fim de 2026/27. Diante desse cenário, Florentino Pérez deixou de lado a postura rígida mantida em negociações anteriores e ofereceu valores mais próximos do que era pedido pelo atacante.
No programa “La Tribu”, da “Radio Marca”, Varela relatou que o Arsenal apresentou valores, condições e uma função para Vinícius no projeto. Depois, o clube inglês entrou em contato com José Ángel Sánchez, CEO do Real Madrid, que levou a situação a Pérez. “Ele reagiu e ligou para Florentino Pérez, que arregaçou as mangas e colocou o dinheiro na mesa”, disse o jornalista.
Divergência financeira
As conversas para estender o vínculo começaram em meados de 2024, mas não avançaram de forma significativa até agosto passado. O contrato do brasileiro terminaria em julho de 2027, e o principal impasse estava nos valores envolvidos na assinatura do novo acordo.
O salário não era o maior obstáculo. Aos 26 anos, Vinícius recebia 18,5 milhões de euros por temporada, cerca de R$ 108,6 milhões, enquanto o limite estabelecido por Pérez era de 20 milhões de euros, aproximadamente R$ 117,4 milhões.
A discordância envolvia principalmente as luvas. O presidente defendia bônus menores para jogadores que já integravam o elenco e valores mais altos para atletas contratados sem custos de transferência, como Kylian Mbappé, que deixou o PSG ao fim de seu vínculo em 2023/24.
Vinícius e seus representantes argumentavam que o pedido seria inferior ao custo de contratar um substituto com nível semelhante. Com o interesse do Arsenal e a possibilidade de perder o atacante de graça ao término de 2026/27, o Real Madrid aceitou rever as restrições.
O novo contrato vai até junho de 2032. O acordo prevê o teto salarial, além de luvas vinculadas a metas individuais e gatilhos de lealdade. Para Varela, “Vinícius foi, eu diria, o único jogador na história recente que fez Florentino Pérez dançar conforme a sua música”.



