O empate sem gols com o Fulham, no último sábado (12), expôs uma dificuldade central do Liverpool no início do trabalho de Andoni Iraola: a equipe não consegue pressionar de forma coordenada para recuperar a bola em zonas avançadas. Após cinco partidas no comando, o treinador disse que o time deu um “passo para trás” em relação às atuações anteriores.
O resultado foi o terceiro empate do Liverpool em quatro rodadas da Premier League, campanha que deixa o time na oitava posição. Apesar disso, a equipe venceu o Atlético de Madrid na estreia da Champions League e ainda não perdeu sob Iraola.
Para o treinador, o desempenho de Ryan Gravenberch e Dominik Szoboszlai contra o Fulham não deve ser analisado isoladamente. Quando os atacantes não pressionam com intensidade e coordenação, os meio-campistas precisam cobrir áreas maiores e ficam mais expostos nos duelos.
“Não se trata apenas dos meio-campistas”, afirmou Iraola. Na avaliação dele, a pressão da primeira linha define o espaço oferecido aos jogadores que atuam atrás. Quando os atacantes cumprem a função, defensores e meio-campistas enfrentam situações mais favoráveis e recuperam mais bolas.
Contra o Fulham, o Liverpool retomou a posse em posições mais recuadas. Com o adversário organizado atrás da bola, o time precisava avançar contra praticamente 11 jogadores, o que reduzia os espaços e alongava o caminho até o gol. O problema, portanto, não estava apenas na quantidade de posse, mas no local em que ela era recuperada.
Próximo teste
Iraola rejeita a ideia de resolver a falha apenas com a troca de jogadores. O treinador afirma que é necessário melhorar o apoio aos defensores e meio-campistas para que o conjunto ocupe posições mais adequadas.
O próximo teste será contra o Tottenham, nesta terça-feira (15), em Anfield, pela terceira rodada da Copa da Liga Inglesa. O treinador deve mudar a formação ofensiva utilizada anteriormente, que teve Alexander Isak, Bradley Barcola, Florian Wirtz e Víctor Muñoz. Trey Nyoni busca uma oportunidade no meio-campo, enquanto Giorgi Mamardashvili deve substituir Alisson no gol.
O desafio do Liverpool é aproximar a pressão inicial do restante da equipe. A intenção é recuperar a bola perto da área adversária para iniciar transições rápidas, com menos jogadores à frente e mais espaço para atacar antes da recomposição do rival.



