SANTOS — Rodinei afirma que decidiu defender o Santos principalmente pela vontade de vestir a camisa do clube, sem considerar a posição da equipe nas competições. O lateral direito deixa claro que a proposta santista foi o fator determinante para o retorno ao Brasil, após quatro temporadas no Olympiacos.
A negociação começa em uma sexta-feira, quando Alexandre Mattos entra em contato com o jogador e seu representante. Depois da oferta, Rodinei conversa com o clube grego, com o treinador, a esposa e a família. Na terça-feira, a decisão está tomada: voltar ao país e atuar pelo Santos.
O Olympiacos tenta evitar a saída. De acordo com Rodinei, o clube não queria liberá-lo, e o treinador questiona a possibilidade de sua transferência. Mesmo feliz na Europa, o jogador mantém o desejo de reencontrar o futebol brasileiro e as torcidas do país.
Início com duas vitórias
A apresentação oficial ocorre nesta segunda-feira, depois de Rodinei participar de duas partidas pelo Santos, ambas com vitória na Vila Belmiro. Ele é titular no triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, e também atua no resultado de 2 a 1 contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro.
Aos 34 anos, o lateral avalia que o começo é positivo, mas diz que não transforma as boas atuações em pressão. O jogador afirma que pretende continuar trabalhando para ajudar o Santos a vencer e mira a conquista de títulos e um lugar na história do clube.
Ala em adaptação rápida
Contra o Cruzeiro, Cuca utiliza Rodinei como ala, em uma função mais avançada pelo lado direito. O jogador conta que aceita a mudança porque já atuou como ponta no Olympiacos e considera a posição compatível com sua experiência como lateral.
A adaptação acontece em apenas dois treinamentos antes da partida. Rodinei afirma que a mudança funciona e contribui para a vitória em casa. O jogador também destaca que a decisão de voltar ao Brasil é pessoal e construída com a família, enquanto a saída do Olympiacos ocorre apesar da tentativa do clube de mantê-lo.



