O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não decidiu se homologa a delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, no caso Master. O acordo foi assinado pelo empresário com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviado ao gabinete do ministro no final de agosto.
Até domingo (20), a homologação não havia sido definida. Mansur participou de uma audiência de voluntariedade em 3 de setembro, conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. A etapa verifica se a decisão de colaborar ocorreu de forma espontânea, mas não encerrou a tramitação do acordo.
Auxiliares do ministro afirmam que, nas últimas duas semanas, Mendonça concentrou a atenção nos conflitos internos do Supremo. Nesse cenário, há uma disputa nos bastidores entre o ministro e o grupo de Alexandre de Moraes.
Diferença em relação a outro acordo
A análise do caso de Mansur ocorre em ritmo diferente da delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Mendonça homologou esse acordo em 9 de setembro, um dia depois da audiência de espontaneidade, também realizada por um juiz auxiliar do gabinete.
Interlocutores do ministro atribuem a diferença à complexidade dos acordos. Segundo eles, a colaboração de Mineiro é mais simples, enquanto a de Mansur tem um número maior de anexos e exige exame mais detalhado antes da decisão.



