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Leão XIV pede negociações e critica corrida por armas na Europa

Em Metz, papa defende diálogo, direito internacional e acolhimento de migrantes diante da guerra na Ucrânia e das tensões entre Estados.

Leão XIV pede negociações e critica corrida por armas na Europa
Foto: Benoit Tessier/AFP

O papa Leão XIV pede que os países europeus negociem e aceitem fazer concessões em favor da paz. Em discurso nesta segunda-feira, 28, na França, ele critica a “ilusão do rearmamento” e defende o fortalecimento do direito internacional e do multilateralismo diante da guerra na Ucrânia e do aumento das tensões entre Estados.

Ao tratar do conflito, o pontífice afirma que a guerra voltou à Europa e provoca vítimas civis. Ele pede diálogo persistente, disposição para negociar e renúncia a algumas posições em favor da paz. Também diz que as relações entre pessoas e governos se tornam cada vez mais violentas, com a perda de confiança na palavra dada e o avanço da mentira e do engano.

Para Leão XIV, o respeito mútuo pode ajudar a Europa a interromper essa dinâmica. “O direito internacional e o multilateralismo são o melhor antídoto contra a vontade de dominação”, afirma. O papa também pede que migrantes e refugiados sejam recebidos e integrados como parte da família.

Referências europeias e presença política

A escolha de Metz tem relação com a história da integração europeia. A cidade foi disputada por França e Alemanha entre o fim do século XIX e a Segunda Guerra Mundial. A região também é o local de nascimento de Robert Schuman (1886-1963), político francês considerado um dos fundadores da União Europeia. O processo de beatificação dele foi iniciado pelo Vaticano.

Antes do discurso papal, o presidente francês, Emmanuel Macron, defende a retomada da coragem dos fundadores da União Europeia e alerta para os riscos do isolamento e do retorno dos nacionalismos.

Apesar do tema europeu do encontro, poucos líderes do bloco comparecem. A Presidência francesa informa que os chefes de governo dos 27 países da União Europeia e representantes das instituições comunitárias foram convidados. Participam apenas os dirigentes de Luxemburgo e da região alemã do Sarre, Anke Rehlinger.

A passagem do papa pela França também aborda a imigração, tema central do debate político do país a sete meses da eleição presidencial. Sem mencionar nomes, Leão XIV defende uma convivência digna e pacífica com migrantes e refugiados. Marine Le Pen, líder de extrema direita e um dos principais nomes da disputa, apoia políticas mais restritivas para migrantes e a proibição do véu islâmico em espaços públicos.

No sábado, em uma celebração no santuário de Nossa Senhora de Lourdes, o papa pede orações por governantes sábios e generosos, capazes de enfrentar os desafios da França e servir ao bem comum.

A viagem termina nesta segunda-feira, com uma missa e uma aparição no papamóvel. O Vaticano informa que os eventos em Paris e Lourdes reúnem cerca de 1,3 milhão de fiéis.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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