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Política

Advogado de Mario Frias é contratado em projeto de R$ 5 milhões no DF

Documentos relacionam escritório alvo da PF a contrato do Instituto Conhecer Brasil com órgãos de educação e pesquisa do Distrito Federal.

Dark Horse: esquema ligado a Frias foi replicado no DF, mostram documentos
Foto: Reprodução

Documentos relacionam o advogado Fábio Lago Meirelles, que representa o deputado Mario Frias (PL-SP), a um contrato de R$ 5 milhões firmado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) com o Governo do Distrito Federal. O escritório de Meirelles foi subcontratado para atuar na execução do projeto, firmado em 2023 com o Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF).

Meirelles foi alvo da Polícia Federal na investigação sobre o filme Dark Horse, assim como a empresária Karina da Gama. Ela preside o ICB, é dona da produtora do filme e aparece como responsável pela organização que executaria o Programa de Educação Criativa e Transformação Digital do Sistema de Educação do Distrito Federal.

O plano de trabalho previa a contratação da LF&P Consulting para serviços jurídicos e auditoria, por R$ 147 mil, além de serviços contábeis e auditoria, por R$ 96 mil. A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou as buscas relacionadas ao caso, detalha a relação entre o ICB e a empresa.

Orçamentos sob suspeita

Segundo a Polícia Federal, Fábio Lago é advogado de Mario Frias e titular da LF&P Consulting. A empresa recebeu R$ 80 mil do ICB com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, originados de emenda parlamentar de Frias.

Para obter o repasse, o ICB apresentou três orçamentos. Uma análise da Controladoria-Geral da União apontou que os arquivos foram criados pela mesma usuária, no mesmo dia, com intervalo de 27 minutos entre eles. A PMR Advocacia, uma das empresas citadas, negou à CGU ter apresentado orçamento ao instituto. A empresa também aparece em uma cotação apresentada pelo ICB ao FAP-DF.

O deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF) apresentou notícia de fato ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Ele aponta possíveis irregularidades, incluindo risco de triangulação de verbas educacionais para custear interesses privados. Também cita equipamentos inutilizados, falta de capacitação, falhas de comunicação, materiais pendentes e execução fragmentada.

Pendências no contrato

A SEEDF informou que os relatórios técnicos classificaram a parceria como de cumprimento parcial, porque nem todas as metas e entregas foram comprovadas. A prestação de contas final continua pendente, e a organização foi acionada para apresentar documentos e informações.

A secretaria afirma ainda que o ICB não devolveu valor superior a R$ 1 milhão. O débito será inscrito no Sistema Integrado de Lançamento de Créditos do Distrito Federal e enviado à Procuradoria-Geral do Distrito Federal para cobrança judicial. A FAP-DF diz ter recebido os apontamentos e realizado diligências junto ao proponente.

Na quinta-feira (10/9), Mario Frias foi alvo de busca e apreensão por determinação de Flávio Dino, em inquérito sobre a relação entre emendas parlamentares e o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Operação Make Up cumpriu 49 mandados no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. Frias negou irregularidades.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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