SÃO PAULO — Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirma que pretende conter os gastos do governo federal sem reduzir programas sociais ou alterar as regras da Previdência. O plano, segundo ele, permitiria levar a taxa básica de juros para perto de 7% ao ano e manter a inflação entre 3,5% e 4%.
Caiado participa de uma caminhada na Avenida Paulista ao lado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, e da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que disputa uma vaga de deputada estadual. Depois do percurso, ele conversa com jornalistas.
Questionado sobre os cortes, o candidato rejeita que o ajuste atinja aposentados e beneficiários de programas sociais. “Quero reafirmar aqui, equilíbrio fiscal não briga com projetos sociais”, afirma.
Propostas para as contas públicas
A principal medida econômica é uma proposta de emenda à Constituição, com validade de 24 meses, para limitar os gastos do governo a no máximo 50% do crescimento do PIB. Com autorização do Congresso, Caiado promete eliminar 100% das emendas parlamentares impositivas, revisar os incentivos fiscais e auditar, com ferramentas de inteligência artificial, os repasses de programas federais.
O plano também prevê corte de 25% sobre todos os Poderes e órgãos ligados ao governo federal. Na área de combate à corrupção, o candidato quer criar uma estrutura no Ministério da Segurança Pública para cruzar dados da CVM, do Coaf, da Receita Federal e da inteligência da Polícia Federal.
Caiado cita sua gestão em Goiás como exemplo de recuperação das contas públicas com ampliação de investimentos voltados à população mais pobre. O estado recebeu nota B+ na Capag, avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade de pagamento dos entes.
Na última quarta-feira (16), o Copom do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Para Caiado, os juros altos são consequência da política fiscal e refletem um governo que gasta mais do que pode.
O candidato afirma que mudanças na idade ou no tempo de contribuição para aposentadoria não estão nos planos imediatos. Na avaliação dele, uma reforma levaria cerca de dez anos para produzir efeitos, enquanto o país precisa de medidas emergenciais.



