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Política

Coimbra vê vantagem de Lula entre eleitores que decidem voto na reta final

Sociólogo afirma que o peso de estar no governo e a escolha tardia podem favorecer o presidente na disputa de 2026.

O sociólogo e cientista político Marcos Coimbra avalia que Luiz Inácio Lula da Silva chega a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 em posição de vantagem. Para ele, o peso de estar no governo e a decisão tardia de parte do eleitorado podem favorecer o presidente na reta final.

Em entrevista ao jornalista Mário Vitor Santos, Coimbra afirma que entre 25% e 40% dos eleitores ainda não consolidaram a escolha às vésperas da votação. Esse grupo, segundo o presidente do Instituto Vox Populi, acompanha menos a política, demonstra pouco interesse por disputas ideológicas e tende a decidir o voto nos três ou quatro dias anteriores ao pleito.

O voto de quem decide por último

Coimbra diferencia os resultados das pesquisas estimuladas, que apresentam os nomes dos candidatos, das respostas espontâneas. Na avaliação dele, a segunda modalidade expõe um contingente silencioso que pode definir a eleição.

“A grande divisão do eleitorado não é entre esquerda e direita, nem entre lulistas e antilulistas”, afirma. Para o sociólogo, a distinção decisiva está entre quem acompanha a política e quem não segue o cotidiano partidário, mas comparece às urnas.

Esse eleitor, de acordo com Coimbra, age de maneira pragmática. A chamada vantagem da incumbência faz com que a permanência no governo seja associada à capacidade de implementar medidas e entregar políticas públicas. O eleitorado tenderia, assim, a preferir o que já conhece a promessas de quem está fora do poder.

Avaliação do governo e escolha na urna

O presidente do Instituto Vox Populi também rejeita uma relação automática entre aprovação do governo e intenção de voto. Ele afirma que a avaliação da gestão é feita em termos absolutos, considerando a expectativa criada sobre o próprio presidente. Já o voto é uma comparação entre Lula e o adversário apresentado na cédula.

Essa diferença, segundo Coimbra, permite que um governo com avaliação moderada ainda tenha uma votação expressiva quando a alternativa é identificada com a extrema direita representada pelo clã Bolsonaro.

Terceira via e possibilidade de definição no primeiro turno

Coimbra aponta a perda de espaço das candidaturas classificadas como terceira via. Ele cita Romeu Zema, Ronaldo Caiado e candidaturas avulsas como nomes que registram resultados próximos de zero no voto espontâneo, apesar de estruturas regionais ou de tempo de propaganda no rádio e na televisão.

Na avaliação do sociólogo, a concentração da disputa e a migração do eleitorado tardio para o governo de plantão aumentam a possibilidade de uma definição já no primeiro turno. “O eleitor comum não quer inventar a roda; ele tende a apostar no que lhe parece mais seguro e tangível”, conclui.

Coimbra também afirma que episódios de tensão institucional e pressões sobre o Supremo Tribunal Federal fazem parte de um padrão recorrente em períodos eleitorais, quando interesses contrariados tentam interferir na decisão dos eleitores.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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