O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, não informa quem pagou ao menos quatro viagens internacionais feitas entre janeiro e maio de 2025. Em uma delas, no trajeto dos Estados Unidos para o Brasil, ele viajou acompanhado do advogado Willer Tomaz em um jato que pertencia a Daniel Vorcaro.
Questionado sobre o uso da aeronave, Flávio afirmou: “Ainda bem que na época o avião era de Willer”. O senador também dizia, até maio, que não conhecia Vorcaro. A relação entre os dois veio à tona depois de uma cobrança de U$ 24 milhões contra o dono do banco Master, chamado por Flávio de “irmãozão”.
Também não há prestação de contas sobre os mais de U$ 12 milhões que saíram de Vorcaro para um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. O dinheiro foi enviado pelo primeiro delator do caso Master.
A situação retoma questionamentos sobre a origem dos recursos usados por Flávio em despesas pessoais. Durante investigações no Rio de Janeiro, que terminaram em uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, o senador foi acusado de participar de um esquema com desvio de, pelo menos, R$ 6 milhões.
Segundo o MP-RJ, ele usava dinheiro vivo que não saía de suas contas para pagar IPTU, boletos de plano de saúde, mensalidades das escolas das filhas e outras despesas. Os pagamentos pessoais somaram R$ 261,6 mil. Outros R$ 91,8 mil foram usados para impostos ligados a imóveis, e R$ 40 mil para salários de empregadas.
Fabrício Queiroz foi flagrado pagando parte desses boletos. Flávio ainda não esclareceu quem custeou os voos internacionais nem apresentou, no caso citado, a origem dos recursos utilizados.




