A eleição de Michelle Bolsonaro para o Senado pelo Distrito Federal, neste domingo, 4, ocorre depois de uma campanha com participação limitada em atividades externas. O mandato começa em fevereiro de 2027, e a outra vaga do distrito fica com Bia Kicis, também do PL.
A ex-primeira-dama aparece principalmente em vídeos ao lado de candidatos que buscavam seu apoio. A popularidade associada a iniciativas sociais durante o governo Bolsonaro e ao eleitorado evangélico fez com que aliados recorressem à sua imagem durante a disputa.
As restrições à campanha estão relacionadas às decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Michelle pediu autorização para que outra pessoa entrasse na residência do casal e cuidasse de Jair Bolsonaro por algumas horas. O objetivo era permitir que ela viajasse e participasse de comícios, inclusive ao lado de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. As agendas fora de Brasília não ocorreram.
Conflito com Flávio Bolsonaro
A relação entre Michelle e Flávio esteve no centro de um episódio em 2026. Em 24 de junho, enquanto a Seleção Brasileira enfrentava a Escócia pela Copa do Mundo, Michelle publicou dois vídeos no Instagram e afirmou que havia sido “maltratada” e “humilhada” pelo enteado em um telefonema.
O desentendimento envolveu a candidatura de Priscila Costa ao Senado pelo PL no Ceará e o apoio do partido a Eduardo Girão, do Novo, ao governo estadual. Michelle defendia essas articulações em conversas com Valdemar Costa Neto. O partido, porém, lançou o pastor Alcides Fernandes ao Senado e se aliou a Ciro Gomes, do PSDB.
Depois, Michelle aceitou um pedido de desculpas de Flávio e gravou vídeos para a propaganda eleitoral ao lado dele. O episódio foi deixado para trás durante a campanha.
Próximo mandato
O mandato de oito anos coloca Michelle na Casa responsável por sabatinar autoridades indicadas para postos da República e julgar possíveis crimes de ministros do STF. A atuação dela também deve manter vínculo político com Jair Bolsonaro.
“Michelle é hoje um quadro político extremamente importante e valoroso no PL”, afirmou Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e líder da oposição no Senado. Para ele, a ex-primeira-dama demonstrou desenvoltura, carisma e aptidão política.


