A candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) passa a ser alvo de mobilização de setores católicos após a circulação de relatos sobre uma possível retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A medida seria uma antiga reivindicação de segmentos evangélicos e poderia ser atendida caso Bolsonaro fosse eleito, conforme os relatos, apresentados como uma possibilidade.
Vídeos de bispos e arcebispos circulam nas redes sociais nas últimas semanas. Cartilhas distribuídas em igrejas também orientam fiéis a considerar, entre outros critérios, candidatos comprometidos com a soberania nacional e com a população mais pobre.
Nesse contexto, também circula uma homilia de Dom Orlando Brandes, arcebispo emérito de Aparecida, realizada na Basílica Nacional dedicada à padroeira do Brasil. Durante a celebração, Brandes afirma que os eleitores devem escolher seus candidatos conforme a própria consciência e levando em conta o bem comum.
A manifestação é interpretada como parte da reação de setores católicos à possibilidade de um presidente identificado com o campo evangélico chegar ao Palácio do Planalto.
Repercussão política
O tema volta ao debate na quinta-feira (24), após comentário de Maria Cristina Fernandes na GloboNews. Para ela, a controvérsia pode favorecer a candidatura do PT entre católicos. “Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos”, afirma Fernandes, ao mencionar a mobilização em torno de um projeto de lei sobre Nossa Senhora Aparecida e uma possível reação favorável a Lula.



