A disputa presidencial se concentra cada vez mais em Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, segundo a 14ª rodada da pesquisa BTG/Nexus. Os dois reúnem quase oito em cada dez intenções de voto no principal cenário estimulado de primeiro turno. Os demais candidatos somam 15%, ante 21% duas semanas antes.
Lula marca 42% nesse cenário, contra 37% de Flávio. Na pesquisa espontânea, o presidente tem 40%, e o senador, 34%. Augusto Cury aparece com 6% na modalidade estimulada e 5% na espontânea. Ronaldo Caiado registra 5% na primeira, enquanto Renan Santos tem 2%. Romeu Zema e Samara marcam 1% cada. Brancos e nulos somam 4%, e 2% não sabem ou não respondem.
Segundo turno e voto consolidado
Em uma eventual segunda etapa entre Lula e Flávio, o presidente tem 47%, contra 46% do senador. A diferença está dentro da margem de erro, mantendo o empate técnico. Na rodada anterior, Flávio registrava 46%, e Lula, 45%.
Lula também aparece à frente de outros nomes testados: 47% a 41% contra Caiado; 49% a 39% contra Zema; 48% a 37% contra Renan Santos; e 45% a 42% contra Cury.
Entre os eleitores que já escolheram um candidato no primeiro turno, 83% dizem que a decisão está tomada, enquanto 17% admitem mudar de voto. Lula tem 89% de voto consolidado, e Flávio, 86%.
Avaliação do governo
A aprovação do governo Lula oscilou de 45% para 47%, e a desaprovação passou de 50% para 49%. Na avaliação qualitativa, 37% classificam a gestão como ótima ou boa; 18%, como regular; e 44%, como ruim ou péssima.
A percepção sobre a renda, o bem-estar geral e a educação tem saldo positivo. Na renda, 41% veem melhora, contra 29% que apontam piora. No bem-estar, os índices são de 40% e 27%. Na educação, 40% percebem melhora, enquanto 31% avaliam que houve piora.
A segurança registra o resultado mais negativo: 45% dizem que piorou, contra 24% que veem melhora. No poder de compra, são 43% de piora e 36% de melhora. Na capacidade de poupar ou investir, 36% apontam piora, e 30%, melhora.
A pesquisa ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04076/2026.



