A forma de transportar o celular influencia a capacidade de o aparelho dissipar calor. Entre bolso, mochila e um ambiente quente, o bolso tende a ser menos prejudicial, enquanto a mochila reduz mais a ventilação. A exposição ao calor, especialmente sob o sol, pode ser ainda pior.
A orientação é manter o smartphone em um local fresco, seco e com circulação de ar. A recomendação é do engenheiro Joelton Gotz, professor e pesquisador do PPGEPS da Escola Politécnica da PUCPR. Segundo ele, a ventilação ajuda a retirar o calor produzido pelo aparelho.
Bolso e mochila
O tecido da roupa dificulta a dissipação do calor, e a proximidade com o corpo pode manter a temperatura do celular elevada. O problema aumenta quando o aparelho está em um bolso apertado e é usado em tarefas que exigem mais do processador, como jogos, gravação de vídeos ou carregamento rápido.
Na mochila, o celular fica cercado por tecidos e outros objetos dentro de um compartimento fechado. Com menos circulação de ar, a troca de calor com o ambiente se torna menos eficiente. A situação pode piorar se a mochila estiver em um carro ou sob exposição direta ao sol.
Calor e carregamento
Mesmo fora do bolso ou da mochila, um ambiente quente limita a capacidade de o aparelho liberar calor. O cuidado é ainda mais importante durante o carregamento, quando a bateria e os circuitos internos já produzem calor.
Os smartphones contam com mecanismos de proteção para controlar temperaturas elevadas, mas isso não torna seguro deixá-los constantemente em locais quentes. O superaquecimento frequente pode afetar o funcionamento e a vida útil dos componentes internos.
Em situações extremas e raras, falhas internas na bateria podem desencadear uma avalanche térmica, processo em que a temperatura sobe rapidamente. O fenômeno pode provocar emissão de fumaça ou incêndio em casos mais graves.
Por isso, durante o carregamento, a opção mais segura é deixar o celular em um local fresco, seco e ventilado. “A circulação de ar ao redor do celular desempenha um papel importante na remoção do calor por convecção”, explica Gotz.



