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Spyware mercenário mira alvos específicos com ferramentas avançadas

Conheça como funciona esse tipo de espionagem, quais dados podem ser acessados e as medidas que reduzem os riscos.

Spyware mercenário mira alvos específicos com ferramentas avançadas
Foto: Reprodução/Gilles Lambert/Unsplash

Spyware mercenário é um software de espionagem criado para comprometer dispositivos de pessoas específicas e coletar informações sem que elas percebam. Diferentemente de malwares usados em campanhas de cibercrime em massa, esse tipo de ferramenta é empregado em operações direcionadas.

Os alvos podem ser escolhidos por causa da atuação profissional, da posição pública ou do acesso a informações. Entre eles estão jornalistas, ativistas, políticos, diplomatas e outras pessoas que despertam interesse de governos ou organizações. O número de vítimas costuma ser pequeno, mas cada operação pode exigir recursos técnicos e financeiros significativos.

As ferramentas podem ser desenvolvidas por empresas privadas especializadas em vigilância e oferecidas a governos ou outras entidades. Um dos casos conhecidos é o Pegasus, desenvolvido pela NSO Group. A Apple informa que já notificou usuários em mais de 150 países desde 2021 sobre possíveis ataques desse tipo.

Riscos e diferenças

Spywares convencionais podem fazer parte de campanhas que buscam infectar muitos dispositivos para roubar senhas, dados pessoais ou dinheiro. O spyware mercenário, por outro lado, é adaptado ao dispositivo e ao perfil de uma vítima específica, com técnicas voltadas a operações de maior sofisticação.

Em um ataque bem-sucedido, o programa pode acessar mensagens, arquivos, contatos, localização e outros dados pessoais. Dependendo da ferramenta, também pode alcançar recursos como câmera e microfone. Algumas operações exploram vulnerabilidades ainda desconhecidas ou que não foram corrigidas pelo fabricante. Há técnicas capazes de comprometer o aparelho sem qualquer interação do usuário e deixar poucos sinais.

Como reduzir os riscos

Não há proteção absoluta contra esse tipo de ataque, mas algumas medidas reduzem a superfície de ataque. Se a Apple enviar uma notificação de ameaça, a recomendação é ativar o Modo de Isolamento, que restringe funções do iPhone, iPad e Mac.

Também é importante manter o sistema operacional atualizado, usar um código de acesso forte, ativar a autenticação de dois fatores e evitar links ou anexos enviados por remetentes desconhecidos. Pessoas que acreditam estar sob risco podem buscar orientação de organizações especializadas em segurança digital.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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