A campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio calcula que o candidato pode avançar até seis pontos percentuais nos últimos dias antes da votação. A expectativa é alcançar uma faixa de desempenho capaz de alterar a disputa ainda no primeiro turno.
A avaliação interna é que Ruas começa a ser conhecido por eleitores que ainda não haviam definido sua preferência. A associação mais explícita com Flávio Bolsonaro (PL) também é vista pelos coordenadores como um fator que pode acelerar o crescimento.
Distância de Cláudio Castro
Os aliados comemoram ainda o que consideram um afastamento da imagem de Ruas como candidato de Cláudio Castro (PL). Ruas foi secretário das Cidades durante o governo do ex-governador e teve a candidatura apresentada por ele.
Na avaliação da campanha, essa distância permite a Ruas disputar o eleitorado de direita sem necessariamente assumir toda a avaliação que os eleitores fazem da administração Castro.
A pesquisa mais recente da Quaest mantém Eduardo Paes (PSD) na liderança, com 36% das intenções de voto. Ruas aparece com 23%, enquanto Anthony Garotinho tem 8%. A diferença entre Paes e Ruas caiu de 21 para 13 pontos em relação ao levantamento anterior.
Ruas avançou de 18% para 23%, e Paes recuou de 39% para 36%. O levantamento ouviu 1.302 eleitores entre 19 e 22 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.
Cálculo para a reta final
A evolução registrada na pesquisa sustenta a projeção feita pela campanha de Ruas. Os aliados acreditam que ainda existe espaço para uma arrancada de até seis pontos antes do primeiro turno.
A campanha também trabalha com a avaliação de que Paes não conseguirá vencer a eleição já nessa etapa. Isso poderia ocorrer se a candidatura de Anthony Garotinho fosse impugnada pela Justiça Eleitoral e o ex-prefeito mantivesse seu patamar original de votos.
Para os aliados de Ruas, a diferença atual continua relevante, mas já não é confortável o suficiente para que os apoiadores de Paes tratem a vitória no primeiro turno como definida.



