NOVA IGUAÇU — O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) criticou o uso eleitoral da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorre depois que uma faixa com a mensagem “Fora Moraes” foi exibida em um ato do adversário Douglas Ruas (PL).
Durante uma agenda de campanha em Nova Iguaçu, Paes afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deve prestar esclarecimentos sobre as acusações que enfrenta. Ao mesmo tempo, rejeitou a transformação do caso em uma bandeira política. “Ninguém no Brasil está acima da lei”, disse.
Paes afirmou que não pretende atuar em favor do agravamento do conflito entre instituições. “Vocês não verão de mim um sujeito que opera no caos”, declarou. A crítica o distancia da estratégia adotada por campanhas bolsonaristas, que exploram o tema nas eleições, e também estabelece contraste com Ruas.
Na mesma agenda, o candidato disse que não esconde a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ressaltou que mantém autonomia política. Paes também afirmou que suas próximas peças de propaganda vão explorar a “fortuna” de Douglas Ruas.
A carreata teve a presença de Rogerio Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu e antigo aliado de Ruas. Lisboa chegou a ser cotado para a vice na chapa do PL, mas passou a apoiar Paes após a federação União-PP decidir pela neutralidade na eleição estadual.
Sob chuva e com baixa adesão, Paes prometeu priorizar a Baixada Fluminense em eventual governo. Ele também afirmou que pretende enfrentar o crime organizado e estruturas paralelas de poder na região. “Vamos acabar com a máfia. Chega de poder paralelo tomando conta do território.”
Paes destacou o apoio de vereadores de Nova Iguaçu e disse que pretende criar uma “assembleia permanente de vereadores”. Dos 23 integrantes da Câmara Municipal, 18 apoiam sua candidatura.
O candidato também passou por Duque de Caxias e Mesquita. Em Duque de Caxias, esteve ao lado do prefeito Netinho Reis (MDB) e de Washington Reis (MDB). Na agenda em Nova Iguaçu, material de campanha de Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado e aliado de Paes, foi distribuído. Não havia referência visível a Benedita da Silva (PT), também candidata ao Senado na chapa.



