O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defende que Lula tem legitimidade para liderar o debate sobre segurança pública e promover mudanças no sistema político brasileiro. A declaração ocorre durante o dia nacional de mobilização realizado neste domingo (27), quando o dirigente convoca a militância a ocupar as ruas e as redes sociais.
Edinho Silva apresenta a disputa política no Brasil como um confronto entre dois projetos. Ao criticar a oposição, associa o grupo adversário às milícias do Rio de Janeiro e cita Flávio Bolsonaro nesse contexto. O dirigente também relaciona esse campo político a perdas sociais e à atuação de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.
Segundo o presidente do PT, políticas atribuídas à oposição prejudicaram a valorização do salário mínimo, a Farmácia Popular e o SUS. Ele afirma ainda que 714 mil covas foram abertas no Brasil em razão do negacionismo e de um projeto político que, em sua avaliação, não cuidou da população.
Edinho também acusa bolsonaristas de submeter interesses brasileiros a autoridades estrangeiras. Ele menciona viagens aos Estados Unidos e a oferta de riquezas naturais e do futuro do Brasil a Donald Trump.
Na defesa do governo, o dirigente cita propostas de desenvolvimento industrial, transição tecnológica e criação de empregos qualificados para a juventude, com aproveitamento de minerais críticos. Também menciona iniciativas em infraestrutura, educação, proteção às mulheres e acolhimento da população idosa.
Segurança e mudanças institucionais
Edinho Silva afirma que Lula tem autoridade para tratar da segurança pública porque, segundo ele, não tem vínculo com milícias. O presidente do PT menciona uma proposta enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional para integrar as forças do governo federal e alterar a legislação, com o objetivo de devolver territórios às famílias e comunidades.
Na reta final da mobilização, o dirigente pede engajamento direto com os eleitores e defende mudanças no Judiciário e no sistema político-eleitoral. Ao concluir, afirma que o sistema político brasileiro precisa ser reformado e atribui a Lula autoridade para conduzir essa transformação.



