ROMA — 17 SET — Edoardo Ciardiello Crescimanno, de 50 anos, é denunciado por lesão corporal após disparar com armas de pressão contra pedestres na Via della Giuliana, no bairro de Prati, perto do Vaticano. Ele prestou depoimento e permanece em liberdade.
A investigação começa depois que a jornalista e escritora Cristina Stillitano é atingida no braço enquanto caminhava pela rua. Ela é hospitalizada e passa por cirurgia para retirar o projétil, que é apreendido pelos carabineiros. Após o procedimento, Stillitano afirma que está bem, mas relata dores e dificuldade para movimentar o braço.
Em entrevista ao programa Ore 14, da Rai 2, ela diz temer que o suspeito volte a atirar e o descreve como uma “bomba-relógio no bairro”.
Outros relatos e perícia
As autoridades investigam outros possíveis disparos no mesmo trecho da Via della Giuliana. A contadora Angela Perrone relata ter sentido uma rajada de ar na altura da cintura e, depois, um impacto na panturrilha. Ela sofre um arranhão e um hematoma e procura a polícia italiana após saber do caso de Stillitano.
Também há relatos envolvendo duas turistas espanholas, que teriam ouvido um disparo e deixado o local assustadas. Um homem afirma ter ouvido tiros que atingiram a vegetação de uma árvore.
Na noite passada, os carabineiros da Companhia Roma San Pietro fazem perícias no local e reconstituem em três dimensões a trajetória do projétil. A hipótese é que o disparo contra Stillitano tenha partido de um edifício em frente à calçada onde ela caminhava.
Armas apreendidas
Os investigadores chegam ao apartamento de Crescimanno e apreendem uma carabina de pressão, uma mira óptica e duas pistolas de ar comprimido. A análise balística e as informações reunidas relacionam o suspeito ao ferimento de Stillitano e a, pelo menos, outro episódio na mesma rua.
Segundo as autoridades locais, Crescimanno admite aos investigadores que atirava aleatoriamente de sua residência, pede desculpas e afirma ter percebido que havia atingido a mulher. A Procuradoria de Roma abre um inquérito para apurar o caso.



