ROMA — Um estudante de 13 anos borrifa spray de pimenta e esfaqueia a professora de letras Isabella Marsilio, de 66 anos, em uma escola de ensino fundamental no bairro de Centocelle, na periferia leste de Roma, nesta sexta-feira (18). A docente sofre ferimentos na lateral do corpo, fica em estado de choque e não corre risco de morte.
O aluno tenta transmitir a agressão ao vivo pelo aplicativo Telegram. Para isso, ele coloca uma câmera acoplada a um capacete após pedir autorização para ir ao banheiro, conforme informações de fontes investigativas. Outro estudante intervém rapidamente e interrompe o ataque.
A principal suspeita é de que a agressão tenha relação com uma nota baixa em uma avaliação. Um aluno presente afirma: “Ele a odiava”. A diretora da escola, porém, diz que o adolescente nunca tinha sido problemático nem gerava preocupações para a instituição.
Reações das autoridades
O caso mobiliza autoridades municipais e nacionais da Itália, que manifestam solidariedade à professora. O episódio também reacende a discussão sobre o acesso de menores às redes sociais e sobre a segurança nas escolas.
O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, defende medidas para impedir que menores de 15 anos acessem redes sociais e canais perigosos. “Além de educar as crianças sobre o respeito e a consciência dos riscos associados à internet, devemos impedir que menores de 15 anos acessem redes sociais e canais perigosos”, afirma.
Valditara também defende regras para proteger os jovens e reforçar, no ambiente escolar, o respeito à autoridade dos professores, a disciplina e o senso de responsabilidade.
O prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, classifica o episódio como inquietante e afirma que a entrada de um aluno armado com faca e spray de pimenta levanta questionamentos para as famílias e o sistema educacional. Ele manifesta solidariedade à professora e deseja sua recuperação.
A discussão passa a incluir medidas de prevenção e a revisão das políticas de segurança nas instituições de ensino italianas.



