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Jogadores brasileiros na Europa não perdem vínculo com a seleção, diz análise

A saída para o exterior é tratada como consequência do mercado, e não como abandono da identidade do futebol brasileiro.

A presença de jogadores que atuam no Brasil na nova seleção brasileira não deve ser tratada como resposta para os problemas da equipe, avalia Tim Vickery. Para o colunista, a discussão sobre atletas locais e brasileiros que jogam na Europa parte de um diagnóstico equivocado.

Vickery relembra que, 25 anos atrás, o técnico Leão anunciou uma nova fase da seleção com uma equipe formada, em grande parte, por jogadores que atuavam no país. A expectativa era de uma mudança de atitude, mas o time teve desempenho considerado pífio. Na avaliação dele, não houve ganho evidente de postura e a equipe perdeu qualidade.

O mercado e a escolha dos jogadores

O futebol atual, afirma Vickery, não é o mesmo de México 70 nem o da Copa de 30, quando os jogadores que representavam o Brasil eram amadores. Com as regras do futebol profissional e as leis Bosman e Pelé, o talento tende a seguir o dinheiro.

Ele reconhece que a saída precoce pode prejudicar parte dos jogadores. Para alguns, deixar o país aos 18 anos funciona; para muitos, a mudança atrapalha. Ainda assim, considera possível discutir a elevação dessa idade para 20 ou 21 anos, mas questiona a ideia de impedir um jovem de trabalhar no exterior, ganhar mais e atuar com os melhores do mundo.

Na análise, jogadores brasileiros continuarão migrando para outros países, enquanto talentos sul-americanos como De Arrascaeta e Arroyo seguirão chegando ao Brasil. O mecanismo é o mesmo, e atuar fora não torna ninguém menos brasileiro. Vickery também afirma que muitos desses atletas são embaixadores do país.

A avaliação sobre quem joga fora

Após novas frustrações em Copas do Mundo, cresce a valorização de quem permanece no Brasil e a desconfiança sobre os atletas que atuam na Europa. Para Vickery, porém, os fatos contradizem a ideia de que esses jogadores perderam a essência brasileira.

Ele cita ainda o reconhecimento recebido por veteranos como Hulk e Filipe Luís depois do retorno ao país. Também critica a noção de que o futebol brasileiro seria romântico e o europeu, pragmático, quando essa conclusão não considera os jogos.

Após o anúncio do elenco de Ancelotti, Vickery afirma ter recebido críticas aos jogadores que atuam no exterior. Um comentário de um argentino resumiu essa visão ao dizer que “nós na América do Sul temos a tendência de superestimar quem joga na Europa”. Para o colunista, essa leitura ignora o desempenho de equipes e indica nacionalismo ressentido, não uma análise consistente.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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