O ex-vereador paulistano Milton Leite não se apresentou à Polícia Civil de São Paulo após prometer prestar depoimento. Passadas 24 horas, ele continua foragido e é procurado por agentes em uma investigação sobre possíveis vínculos entre empresas de transporte coletivo e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Milton Leite também preside o União Brasil em São Paulo e é ex-presidente da Câmara paulistana. A operação contra ele foi deflagrada na manhã de quinta-feira, 17. Policiais foram a Sorocaba, no interior de São Paulo, onde o político tinha uma agenda eleitoral, mas não o encontraram.
Uma busca realizada em uma casa ligada a um assessor do ex-parlamentar encontrou 280. 000 reais e 89. 000 dólares. Milton Leite nega envolvimento com o crime organizado e afirma que provará sua inocência à Justiça.
Investigação sobre o transporte
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informa que a Operação Vectura Corrupta é um desdobramento da força-tarefa Dercúrio, de 2024, que investiga a atuação do crime organizado no sistema de transporte paulistano. O nome da operação significa “transporte corrupto”, em latim.
A suspeita investigada é que empresas de transporte tenham sido usadas para lavar dinheiro e, depois, articular candidaturas de políticos que pudessem ajudar o grupo criminoso. A Transwolff, que atuava na capital e na região metropolitana, sofreu uma intervenção da prefeitura durante as apurações.
A operação cumpriu dezoito mandados de busca e apreensão e dezesseis de prisão. Um dos mandados de prisão é contra Milton Leite, que não foi encontrado em casa. A SSP afirma que a maioria dos alvos exerce funções de liderança dentro da facção e que as investigações identificaram advogados e políticos na estratégia criminosa.


