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Milton Leite se entrega à polícia após mandado na Operação Vectura Corrupta

Presidente estadual do União Brasil em São Paulo é investigado por possíveis vínculos entre empresas de transporte e o PCC.

Milton Leite se entrega à polícia após mandado na Operação Vectura Corrupta
Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de São Paulo/Divulgação

O ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite se entregou na tarde desta sexta-feira, 18, à Polícia Civil em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele estava com um mandado de prisão em aberto no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga possíveis relações entre empresas de transporte público da capital e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Presidente estadual do União Brasil em São Paulo, Leite chegou à delegacia acompanhado de um advogado. A ordem de prisão foi expedida após a operação deflagrada na manhã de quinta-feira, 17. O político havia informado que se apresentaria em até 24 horas, mas não cumpriu o prazo.

Investigação

Segundo o Ministério Público de São Paulo, também foram alvos dos mandados um ex-servidor da prefeitura que atuava na SPTrans, um candidato a deputado estadual e três advogados. As diligências ocorreram na capital, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

A operação cumpriu dezoito mandados de busca e apreensão e dezesseis de prisão. A Secretaria de Estado da Segurança Pública informa que a ação é um desdobramento da força-tarefa Dercúrio, de 2024, que investiga a atuação do crime organizado no sistema de transporte paulistano.

A suspeita é de que empresas tenham sido usadas para lavar dinheiro e, depois, articular candidaturas de políticos que pudessem ajudar o grupo criminoso. A Transwolff, que atuava na capital e na região metropolitana, foi alvo de intervenção da prefeitura durante as investigações.

A SSP afirma que a suspeita é de que o mesmo mecanismo continue funcionando em 2026. “Durante as investigações, foram identificados advogados e políticos que integravam a estratégia criminosa”, informou a secretaria.

Milton Leite nega envolvimento com o crime organizado e afirma que provará sua inocência à Justiça. Antes de se entregar, agentes da polícia foram a Sorocaba, onde ele tinha agenda eleitoral, mas não o localizaram. Uma busca em uma casa ligada a um assessor do ex-parlamentar encontrou 280.000 reais e 89.000 dólares.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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