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MPF cobra R$ 1,7 bilhão por garimpo ilegal em território Yanomami

Ação acusa dez pessoas e empresas de usar notas fiscais falsas para dar aparência legal a minério extraído em Roraima.

MPF cobra R$ 1,7 bilhão por garimpo ilegal em território Yanomami
Foto: Michael Dantas/AFP

O Ministério Público Federal ajuíza ação civil pública para cobrar R$ 1,7 bilhão de dez pessoas e empresas acusadas de participar da extração ilegal de minérios em território Yanomami. A atividade ocorre na região do Pupunha, na bacia do Rio Mucajaí, entre março de 2021 e dezembro de 2022.

A investigação aponta que o minério é transportado ilegalmente e recebe documentação fraudulenta. Notas fiscais falsas seriam usadas para apresentar o material como certificado, permitindo sua venda no mercado doméstico e no exterior.

Danos ambientais

A ação também pede a recuperação das áreas degradadas e a realização de auditorias para verificar a procedência dos itens da cadeia produtiva local. Entre os danos associados à atividade estão o assoreamento de rios e a contaminação por mercúrio.

O Ministério Público Federal afirma que a medida busca interromper o ciclo de lavagem de minérios, apontado como fonte de financiamento do garimpo ilegal. O órgão também quer responsabilizar empresas de metalurgia pela origem das matérias-primas utilizadas em suas operações.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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