A Polícia Federal informou neste domingo, 13, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o material original extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro permanece sob custódia da instituição. A manifestação responde a um pedido do ministro Edson Fachin, presidente da Corte, sobre a custódia e o estado dos dados apreendidos.
A PF afirma que os arquivos estão preservados e seguros. De acordo com a nota, o material original permanece nas dependências do órgão, “dentro de cadeia de custódia formalmente documentada, com os respectivos lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital”.
Cópia enviada a gabinete
Sobre a cópia encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça em março deste ano, a PF declara que o conteúdo não corresponde ao material original. O órgão também afirma que o material original “jamais deixou a custódia da instituição”.
A polícia diz que o envio da cópia ocorreu após solicitação do próprio gabinete, conforme a documentação do processo administrativo correspondente. Também informa ter condições técnicas de produzir e encaminhar cópia idêntica da extração a outros gabinetes que fizerem o pedido, respeitando as determinações do STF e as regras de sigilo.
A PF se colocou à disposição da Corte para prestar esclarecimentos adicionais e realizar eventual verificação da integridade do conteúdo sob custódia.
Prazo dado por Fachin
No sábado, 12, Edson Fachin havia determinado prazo de 24 horas para que a PF apresentasse informações sobre os dados brutos do celular de Vorcaro.
O acesso ao conteúdo do aparelho é discutido antes da sessão extraordinária de terça-feira, 15, quando o STF vai analisar mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. André Mendonça, relator do caso, afirmou ter recebido apenas uma cópia e não ter acessado os dados brutos.



