Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Brasil

PF não identifica destino de R$ 6,2 milhões recebidos por entidade ligada a filme

A ANC recebeu valores de empresas ligadas ao Instituto Conhecer Brasil, mas declarou movimentação bancária inferior no período analisado.

Dark Horse: Investigação não encontra destino de R$ 6 milhões recebidos por entidade ligada à produtora do filme

A Polícia Federal ainda não identificou o destino de cerca de R$ 6,2 milhões recebidos pela Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira Gama, também dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, dedicado a Jair Bolsonaro (PL).

A ANC recebeu R$ 6.175.273,64 entre julho de 2024 e dezembro de 2025. Os recursos vieram de quatro empresas que, no mesmo período, haviam recebido dinheiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à mesma empresária. As transferências foram registradas em Relatórios de Inteligência Financeira produzidos pelo Coaf.

O relatório financeiro atribuído à ANC registra movimentação inferior: R$ 1,1 milhão entre maio de 2025 e maio de 2026, sendo R$ 565 mil em créditos e R$ 525 mil em débitos. Para os investigadores, a diferença indica a possibilidade de a associação manter outras contas bancárias não informadas ao Coaf.

“Chama a atenção o fato de ser essa a única comunicação de titularidade da ANC”, afirma a investigação, ao apontar que a entidade aparece como destinatária de valores superiores em comunicações feitas por terceiros.

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação realizada na quinta-feira (10) contra o esquema de financiamento do filme. A apuração verifica se, além de recursos privados ligados a Daniel Vorcaro, houve desvio de verbas públicas para a produção.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro para financiar a obra sobre Jair Bolsonaro. Dos cerca de R$ 130 milhões prometidos pelo ex-banqueiro, R$ 60 milhões teriam sido repassados.

A investigação também analisa recursos federais de emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL-SP) e verbas da Prefeitura de São Paulo. O ICB recebeu R$ 1 milhão em emendas de Frias e R$ 108 milhões em contrato para instalar pontos de wi-fi.

A Polícia Civil de São Paulo apura se o instituto usou faturas e notas fiscais descritas como frias para justificar despesas pagas com recursos municipais. A suspeita da PF é que parte do dinheiro tenha circulado por empresas e entidades ligadas a Karina Gama, incluindo a ANC e a Go Up Entertainment.

A defesa de Karina afirma que ela contribui voluntariamente com as investigações e entregou mais de 20 mil laudas de documentos. Em nota divulgada neste domingo (13), os advogados disseram que a empresária sustenta não ter cometido ilícito e que a retirada do sigilo da investigação é positiva.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.