SÃO PAULO — Os principais reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo chegam a 52,1% da capacidade nesta segunda-feira (14), após as chuvas registradas nas primeiras semanas de setembro. No fim de agosto, o índice era de 43,1%, conforme dados do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), da Sabesp.
O volume armazenado aumenta de aproximadamente 837 milhões de metros cúbicos para mais de 1 bilhão de metros cúbicos de água. A recuperação ocorre durante um período de chuvas acima do padrão no estado.
Na capital paulista, o acumulado de setembro de 2026 no Mirante de Santana alcança 253,8 milímetros até a manhã de segunda-feira. O volume supera três vezes a média climatológica de 83,3 milímetros prevista para o mês. O registro faz de setembro de 2026 o mês mais chuvoso no local desde o começo da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), iniciada em 1943.
Cantareira
O Sistema Cantareira, principal manancial da Região Metropolitana de São Paulo, também registra alta. O volume útil passa de 33% em 31 de agosto para 38,2% em 14 de setembro, avanço de 5,2 pontos percentuais. O reservatório reúne aproximadamente 375,5 milhões de metros cúbicos de água.
Nos primeiros 14 dias de setembro, a chuva sobre o Cantareira soma 231,4 milímetros, enquanto a média histórica para o mês inteiro é de 78,8 milímetros. Mesmo com a recuperação, o sistema permanece na Faixa de Alerta, aplicada quando o volume útil fica entre 30% e 40%. Em 31 de agosto, o índice era de 32,99% da capacidade.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) projeta que as chuvas de setembro podem elevar as vazões e o armazenamento. A recuperação completa, porém, depende também das precipitações da próxima estação chuvosa.
Desde março, São Paulo mantém medidas de gerenciamento da demanda durante a noite. O período de redução da pressão na rede ocorre atualmente entre 22h e 6h.



