O ministro Dias Toffoli não vai julgar o caso que envolve Alexandre de Moraes, mas afirma que permanecerá no plenário e poderá se manifestar, se considerar necessário. A decisão foi tomada após a Polícia Federal encontrar mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, relacionadas a Moraes.
Toffoli declarou suspeição por motivo de foro íntimo depois que vieram a público repercussões de mensagens trocadas com o banqueiro. Ele afirma que o afastamento busca preservar o Supremo Tribunal Federal e lembra que a decisão foi registrada em uma nota assinada por todos os ministros da Corte e publicada no site do tribunal.
Antes disso, segundo o próprio ministro, ele já havia deixado a relatoria do processo por sugestão de Flávio Dino. Quando os julgamentos passaram para a Segunda Turma, sob relatoria de André Mendonça, Toffoli voltou a declarar sua suspeição. Posteriormente, ele afirma que “não verificaram indícios da necessidade de suspeição”.
Outro impedimento
O ministro Kassio Nunes Marques também se declarou impedido de participar do julgamento. Ele afirmou que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro, mas justificou o afastamento pelas possíveis repercussões do caso no cenário político-eleitoral de 2026.
Nunes Marques destacou ainda sua responsabilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declarou: “Não me sinto confortável em participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento”.



