O mercado brasileiro de smartphones recua 11% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. A Xiaomi registra a maior queda entre as principais fabricantes, com redução de 34% nos envios. Samsung, Apple e Motorola avançam no período.
A Samsung amplia os envios em 10%, enquanto a Apple cresce 19%. A Motorola, segunda colocada no país, tem alta de 1%. O levantamento da Counterpoint Research relaciona a retração do mercado à redução da produção doméstica, ao aumento dos custos de memória e à maior cautela dos consumidores.
Participação das fabricantes
A Samsung aumenta sua fatia de 38% para 42% do mercado brasileiro. A Motorola passa de 30% para 31%. A Xiaomi recua de 11% para 7%, mas permanece na terceira posição. A Apple cresce de 6% para 7% e fica praticamente empatada com a fabricante chinesa.
Os cinco celulares mais vendidos concentram 29% do mercado no período. O Galaxy A07 4G responde sozinho por 8,3% das vendas.
Faixa intermediária ganha espaço
A pesquisa também identifica avanço nos smartphones com preços entre US$ 100, cerca de R$ 510 em conversão direta, e US$ 249, aproximadamente R$ 1.271. Essa faixa cresce 37% e passa a representar 61% do mercado brasileiro.
Na direção oposta, os aparelhos abaixo de US$ 99, ou R$ 505, registram queda de 50%.
Para Tina Lu, analista principal da Counterpoint Research, os consumidores demonstram maior disposição para comprar aparelhos com especificações melhores. Ela também afirma que a chegada de novas marcas chinesas ampliou a oferta nessa faixa de preço e que os aumentos relacionados às memórias já começam a aparecer, com nova alta prevista para o segundo semestre de 2026.



