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Anthropic propõe fiscalização externa para testar modelos avançados de IA

Dario Amodei defende mais tempo para avaliações de segurança, enquanto Sam Altman adia planos de abertura de capital da OpenAI.

Anthropic propõe fiscalização externa para testar modelos avançados de IA
Foto: Reprodução X

Dario Amodei, CEO da Anthropic, propõe que as empresas de inteligência artificial reduzam o ritmo de desenvolvimento dos modelos mais avançados e ampliem os testes de segurança antes de colocá-los em operação. A proposta recebe apoio de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk.

Em um ensaio publicado no sábado, Amodei afirma que, sem medidas adicionais de controle, sistemas de IA podem atingir capacidade para assumir o controle de grande parte da internet em um intervalo de seis a 12 meses, entre outros riscos. Ele ressalta que a intenção não é interromper o progresso tecnológico, mas assegurar avaliações rigorosas para modelos cada vez mais poderosos.

As medidas sugeridas

O plano apresentado pelo executivo é dividido em três etapas. A primeira prevê acesso contínuo de avaliadores externos às operações de segurança das empresas que desenvolvem os modelos mais avançados. A fiscalização permitiria acompanhar as práticas adotadas pelas companhias.

A segunda etapa propõe que as principais desenvolvedoras estabeleçam padrões comuns de segurança. A terceira envolve maior coordenação entre governos de diferentes países para lidar com os riscos associados à tecnologia. A meta é garantir tempo para testar, alinhar e validar os sistemas antes do lançamento de versões mais avançadas.

Altman afirma, em publicação no X, que concorda com a necessidade de controlar o ritmo de evolução dos recursos mais avançados da IA e que pretende adotar mecanismos semelhantes aos sugeridos pela Anthropic. Musk também apoia a proposta: “Dario está certo”.

Pressão sobre as empresas

O debate ocorre enquanto parlamentares nos Estados Unidos cobram explicações das big techs após episódios de ataques cibernéticos realizados sem supervisão humana. Especialistas também discutem o consumo de energia elétrica, água e infraestrutura provocado pelo desenvolvimento da tecnologia.

A saída de Jacob Coxon da Anthropic amplia a repercussão. O pesquisador, que também trabalhou na OpenAI, diz ter deixado a empresa por considerar que as companhias assumem riscos excessivos. Segundo Coxon, os desenvolvedores “acreditam sinceramente que elas podem nos matar a todos até o final da década”.

No mesmo contexto, Altman afirma que os planos de abertura de capital da OpenAI ficam para o futuro. A estimativa anterior era realizar a oferta ainda neste ano, mas o IPO passa a ser considerado para pelo menos 2027. Investidores avaliam que as declarações podem gerar pressão de curto prazo, mas não devem interromper o avanço dos investimentos em IA no longo prazo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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