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Anthropic mira IPO em novembro e enfrenta debate sobre segurança da IA

A empresa do Claude pode adiar a oferta para apresentar resultados do terceiro trimestre e avaliar o interesse dos investidores.

Anthropic mira IPO em novembro e enfrenta debate sobre segurança da IA
Foto: Below the Sky/Shutterstock

A Anthropic planeja lançar sua oferta pública inicial de ações em novembro, um mês depois da expectativa de parte dos investidores. A empresa, responsável pelo Claude, era cotada para estrear na bolsa em outubro, em uma operação com potencial para superar recordes.

A escolha de novembro permitiria apresentar os resultados financeiros do terceiro trimestre e reforçar a posição competitiva da companhia, mesmo após a OpenAI lançar o modelo Astra em setembro. A decisão teria sido tomada antes de um alerta público de um ex-pesquisador da Anthropic sobre o ritmo de avanço da inteligência artificial. A data, porém, ainda pode mudar.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu em publicação feita no sábado (12) uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia. Ele afirmou que os riscos das ferramentas de ponta são grandes demais para que o setor mantenha o ritmo acelerado. Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceX, também adotaram posições semelhantes.

Investidores esperam que a Anthropic alcance uma avaliação de cerca de US$ 2 trilhões (aproximadamente R$ 10,6 trilhões) e capte até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 530 bilhões) no IPO. Se os valores forem confirmados, superarão os recordes da estreia da SpaceX em junho.

A empresa deve se reunir nos próximos dias com potenciais investidores. Os encontros devem incluir perguntas sobre o impacto financeiro de uma eventual redução no lançamento de novos modelos e também servirão para medir o interesse pela oferta. Investidores atuais sustentam que a desaceleração não necessariamente afetará de forma drástica as perspectivas da Anthropic, que ainda pode obter receitas relevantes com modelos já disponíveis.

A expectativa é que a empresa ultrapasse US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 583 bilhões) em receita anualizada até o fim do ano.

Na quinta-feira (17), executivos como Jared Kaplan, Benjamin Mann e Andrej Karpathy apresentaram novos produtos a alguns dos primeiros investidores e parceiros, na sede da Anthropic. Entre eles estava o Model Hardware Standard, ferramenta para que agentes de IA operem produtos físicos, como microscópios e braços robóticos.

Mais tarde, em um jantar organizado pela Anthropic em uma churrascaria de São Francisco (EUA), investidores de venture capital discutiram o alerta de Amodei. Empresas do Vale do Silício que investiram na companhia disseram considerar adequado o momento escolhido para defender novos padrões de segurança e afirmaram não estar preocupadas com possível redução do interesse pelo IPO.

A OpenAI, principal concorrente da Anthropic, afirma que não pretende abrir o capital antes de 2027. A empresa negocia uma rodada de financiamento que poderia elevá-la a uma avaliação superior a US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,4 trilhões). Na captação anterior, recebeu mais de US$ 120 bilhões (aproximadamente R$ 636 bilhões). Se levantar valor semelhante antes da oferta da Anthropic, poderá reduzir a demanda pelas ações da empresa do Claude.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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