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Anvisa cria rito acelerado para novos concorrentes da semaglutida

Instrução Normativa 469 permite análise otimizada de pedidos de genéricos e similares que estão fora do prazo legal.

Anvisa cria rito acelerado para novos concorrentes da semaglutida
Foto: Carsten Snejbjerg/Bloomberg/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cria um procedimento acelerado para analisar pedidos de registro de medicamentos genéricos e similares cuja avaliação de qualidade ainda não começou, apesar de o prazo legal ter terminado. A medida pode facilitar a chegada de novos concorrentes da semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A regra está na Instrução Normativa 469, publicada nesta quarta-feira, 9. O procedimento vale para medicamentos sintéticos e semissintéticos, incluindo soluções e suspensões injetáveis, formato usado nas canetas de semaglutida.

Para participar do projeto-piloto, o pedido precisa estar fora do prazo, ser classificado como genérico ou similar e aparecer em uma lista que ainda será divulgada pela Anvisa. A inclusão nessa relação não assegura a aprovação do medicamento nem garante que o rito acelerado será aplicado.

A mudança ocorre após o fim da patente da semaglutida no Brasil e em meio à disputa das farmacêuticas por esse mercado. Em março, a Anvisa informava que havia oito pedidos em análise e outros nove à espera do início da avaliação técnica. Entre os processos já analisados, sete eram de versões sintéticas do princípio ativo.

Desde então, houve novos registros. Em maio, a EMS recebeu autorização para o Ozivy, primeira versão sintética da semaglutida aprovada no país. Em agosto, a agência autorizou um genérico da EMS e o similar Semaclique, da Germed. Os dois usam o Ozivy como referência.

Por definição técnica, esses produtos não são genéricos do Ozempic, que é um medicamento biológico. Eles são concorrentes sintéticos desenvolvidos com o mesmo princípio ativo. O próximo passo é a publicação, pela Anvisa, da lista de pedidos que poderão solicitar a análise otimizada.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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