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Ataque houthi e adiamento de reunião elevam tensão sobre petróleo

Ofensiva contra a Arábia Saudita e impasse sobre o Estreito de Ormuz pressionam os mercados de energia e a diplomacia regional.

Ataque houthi e adiamento de reunião elevam tensão sobre petróleo

Os houthis do Iêmen lançaram um novo ataque contra a Arábia Saudita nesta segunda-feira, enquanto países do Golfo adiaram uma reunião prevista com o Irã. A ofensiva amplia a tensão regional e aumenta as preocupações sobre a segurança da infraestrutura energética e das rotas marítimas.

O grupo afirmou ter disparado dezenas de mísseis e drones contra uma base aérea em Khamis Mushait, no sul saudita. Hangares, radares, pistas e depósitos de munição estavam entre os alvos declarados. As autoridades locais emitiram alertas de emergência na região e em outras três cidades do sul.

Um ataque separado danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, segundo Riad. A estrutura permite que as exportações do Golfo contornem o Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Operadores estimam que uma interrupção prolongada possa reduzir em até 4% o fornecimento global de petróleo.

Pressão sobre os preços

O petróleo bruto chegou a subir mais de 4% após a reabertura dos mercados. Depois, perdeu parte dos ganhos após declarações de Donald Trump. Às 14h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam cerca de 1,6%, a aproximadamente US$106 por barril.

Nos Estados Unidos, o preço médio de varejo do diesel superou US$6,23 por galão (3,8 litros), atingindo um novo recorde histórico.

Omã deveria sediar uma reunião entre o Irã e os países do Golfo para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou o adiamento, e o Irã afirmou que a decisão ocorreu a pedido da Arábia Saudita.

O Irã também divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, violaram protocolos operacionais no estreito. As embarcações poderiam sofrer multas, apreensão ou confisco em futuras travessias.

Trump afirmou que o Irã deseja um acordo com Washington e que os Estados Unidos estão abertos a avaliar uma negociação. O presidente enfrenta pressão dos aliados do Golfo para conter os houthis, mas busca evitar uma nova frente importante na guerra regional.

A Arábia Saudita lidera desde 2015 uma coalizão contra os houthis. Os combates se intensificaram neste mês, depois de um período de redução da violência. A Organização Internacional para as Migrações estima que 82 mil iemenitas tenham deixado suas casas desde o início do mês.

Os Estados Unidos bombardearam alvos houthis por dois meses em 2025, antes de Trump interromper a campanha após um cessar-fogo com o grupo. O presidente disse que espera o fim da guerra com o Irã após as eleições de meio de mandato de novembro nos Estados Unidos e afirmou que, depois disso, os preços do petróleo cairiam.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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