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Base de investidores cresce na B3 com aportes iniciais menores

A B3 relaciona a queda do saldo mediano à entrada de novos investidores, que ampliam a exposição ao mercado gradualmente.

Base de investidores cresce na B3 com aportes iniciais menores
Foto: Carolina Ferraz/VEJA

A base de investidores do mercado de capitais brasileiro cresce, enquanto o valor mediano mantido nas carteiras diminui. A B3 relaciona os dois movimentos à chegada de pessoas que começam a investir com quantias menores e aumentam sua exposição gradualmente.

Para Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Cliente e Pessoa Física da B3, a redução do saldo mediano não indica, isoladamente, perda de interesse pelos investimentos. A companhia afirma que o acesso ao mercado ficou mais simples e alcançou novos perfis. “Investir ficou mais simples e acessível, permitindo a entrada de novos perfis”, diz Paiva.

O grupo de 25 a 39 anos continua concentrando a maior parcela dos investidores em renda variável. A B3 também identifica aumento da participação feminina e expansão em regiões fora dos principais centros econômicos, especialmente no Norte e no Nordeste.

A companhia ressalta que os dados não permitem saber quais faixas de patrimônio crescem mais rapidamente. O levantamento não separa os investidores pelo tamanho do patrimônio. Assim, os números mostram o aumento da quantidade de investidores ao mesmo tempo que o saldo mediano recua, mas não permitem concluir que o avanço esteja concentrado entre pessoas com menos recursos.

Diversificação de investimentos

A entrada com valores menores ocorre em diferentes produtos, como ETFs, fundos imobiliários, BDRs e investimentos de renda fixa. Os ETFs tiveram o maior crescimento percentual no número de investidores em um ano: 34%. Para a B3, esses fundos facilitam a diversificação ao permitir acesso a empresas, setores ou mercados internacionais em uma única aplicação.

O Tesouro Direto também registra aumento do saldo mediano, enquanto o indicador recua entre investidores em ações. A B3 não interpreta os dados como uma migração da renda variável para a renda fixa. “Em vez de escolher entre renda fixa e renda variável, ele passa a combinar classes de ativos com características diferentes”, afirma Paiva.

De acordo com a companhia, a base de investidores cresce tanto em produtos de renda variável quanto no Tesouro Direto, indicando uma combinação maior entre diferentes classes de ativos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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