O Brasil aparece como o país com maior adoção de criptomoedas, à frente da Índia, segundo a Chainalysis. O destaque ocorre em um período de desaceleração do bitcoin (BTC), que opera na casa dos US$ 84 mil.
Nos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2026, o volume negociado do bitcoin alcança US$ 9,4 trilhões. A expectativa de que a moeda digital chegasse aos US$ 100 mil ainda em 2026 ficou para trás.
A Strategy compra US$ 75 milhões em bitcoin. Com a operação, a empresa passa a deter 846 mil BTC, avaliados em cerca de US$ 71,9 bilhões. As aquisições foram feitas a um preço médio de US$ 75.416 por bitcoin, com custo total de aproximadamente US$ 63,8 bilhões, incluindo taxas e despesas, segundo Michael Saylor, cofundador e presidente executivo da companhia.
Os ETFs de bitcoin à vista registram quase US$ 1 bilhão em entradas. O resultado é a maior captação diária da categoria desde outubro de 2025.
Tokenização e regulação
A tokenização também aparece como alternativa de captação para empresas, com acesso ao capital de forma mais fácil e barata. A Resolução CVM 88 busca organizar esse tipo de operação via blockchain, mas ainda há desafios relacionados à proporcionalidade das exigências para empresas menores e maiores.
Juliana Rosin, diretora-presidente da Abcripto, comenta os desafios da regulação e o potencial de destravar ganhos para pequenos e médios negócios.
As regras para o mercado de ativos virtuais entram em vigor em 1º de outubro de 2026. Entre as novas exigências estão medidas voltadas à prevenção da lavagem de dinheiro e do financiamento do terrorismo, incluindo controle sobre carteiras próprias.



