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Brasil pode cortar Selic, enquanto Fed avalia alta nos juros dos EUA

Decisões do Copom e do Fomc saem na quarta-feira, 16, com perspectivas opostas para as taxas de juros.

Brasil pode cortar Selic, enquanto Fed avalia alta nos juros dos EUA
Foto: Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília (DF) (Rodrigo de Oliveira/.)

O Banco Central do Brasil deve reduzir a Selic pela quinta vez consecutiva na quarta-feira, 16, enquanto o Federal Reserve pode elevar os juros nos Estados Unidos. As decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Open Market Committee (Fomc) serão divulgadas no mesmo dia, na chamada “superquarta”.

A expectativa do mercado financeiro é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica brasileira, que passaria de 14% para 13,75% ao ano. O anúncio do Copom está previsto para aproximadamente 18h30, no horário de Brasília, depois do fechamento do mercado.

O cenário de inflação contribui para a continuidade do ciclo de redução. O IPCA caiu 0,32% em agosto, conforme o IBGE, influenciado principalmente pelos preços da energia elétrica residencial. O índice acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses. Ainda assim, as expectativas de inflação desancoradas e as pressões fiscais sobre os preços devem levar o Banco Central a manter cautela, com uma redução prevista em 0,25 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, o mercado financeiro atribui probabilidade próxima de 94% a uma alta de 0,25 ponto percentual, conforme a plataforma FedWatch, do CME Group. Se confirmada, a taxa americana passará do intervalo de 3,5% a 3,75% para uma faixa entre 3,75% e 4% ao ano. O Fomc deve divulgar a decisão por volta das 15h, também no horário de Brasília.

A perspectiva de alta está relacionada à inflação americana. O CPI avançou 0,4% em agosto, enquanto o núcleo do indicador subiu 0,3%. O PPI acumulou crescimento de 5,4% nos 12 meses até agosto, período marcado pela recuperação dos custos de produtos de energia.

Se as duas decisões seguirem as projeções, a diferença entre os juros do Brasil e dos Estados Unidos diminuirá. Nesse cenário, os investimentos de renda fixa americanos ganham atratividade relativa, movimento que, isoladamente, tende a favorecer o dólar diante do real.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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