Os futuros das bolsas americanas operam em alta nesta quinta-feira após o Federal Reserve elevar os juros dos Estados Unidos por decisão unânime. A taxa sobe 0,25 ponto percentual e passa para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
A reação positiva reflete a avaliação de investidores de que o Fed mantém o compromisso com o controle da inflação, apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a alta dos juros. Por enquanto, o otimismo prevalece sobre os possíveis efeitos do aperto monetário nos mercados.
As projeções agora consideram pelo menos um novo aumento da taxa neste ano, em outubro. Para o encontro de dezembro, o mercado está dividido.
O petróleo também contribui para o avanço das bolsas. Depois de se aproximar de US$ 110 por barril, a commodity recua para a faixa de US$ 104. O movimento reduz parte da preocupação dos investidores com os efeitos da alta do petróleo sobre a economia.
O EWZ, fundo que representa ações brasileiras no exterior, acompanha o desempenho positivo dos mercados internacionais. No Brasil, investidores iniciam as projeções para os próximos passos da Selic depois de o Copom reduzir os juros para 13,75% ao ano e deixar em aberto a direção da política monetária. O impacto da alta dos juros americanos sobre os ativos brasileiros passa a ser um dos principais pontos de atenção.
A agenda inclui a divulgação do CPI de agosto pela Zona do euro às 6h, a decisão de política monetária do Reino Unido às 8h e os pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA às 9h30. Às 16h30, Gabriel Galípolo se reúne com Armínio Fraga em Brasília. Datafolha, AtlasIntel, PoderData e Gerp divulgam pesquisas eleitorais para presidente.



