O Federal Reserve elevou os juros pela primeira vez desde julho de 2023, levando a taxa dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. A decisão ocorreu na última quarta-feira (16) e provocou queda nos índices de Wall Street.
O movimento refletiu a expectativa de uma nova alta até dezembro e a avaliação do presidente do Fed, Kevin Warsh, de que a inflação continua acima da meta.
O que mostra o histórico
Um levantamento do Citi com dados das ações desde a década de 1970 aponta que os mercados globais costumam oscilar no início dos ciclos de alta dos juros americanos, mas apresentam ganhos médios nos seis a 12 meses seguintes ao primeiro ajuste.
Nos Estados Unidos, o mercado acionário tende a ter desempenho inferior depois da primeira elevação, comportamento observado após a decisão mais recente. Japão e Europa, por outro lado, normalmente registram desempenho superior nesse período.
Entre os mercados emergentes, Brasil e Índia também costumam manter uma trajetória de ganhos, enquanto a China tende a ficar para trás.
O Citi afirma que a primeira alta dos juros não encerra, por si só, os ciclos de valorização das ações, embora aumente a volatilidade no curto prazo. O banco também aponta riscos crescentes de estagflação relacionados à geopolítica e à maior exuberância do mercado.
Mesmo com esses riscos, a instituição mantém uma visão otimista para os mercados acionários. A avaliação é de que uma nova alta das ações globais pode ser impulsionada pelos lucros até meados de 2027.



