A expectativa dos brasileiros sobre a própria situação financeira alcança o maior nível da série histórica na pesquisa BTG/Nexus. 51% dos entrevistados acreditam que sua condição vai melhorar nos próximos seis meses, enquanto 12% projetam piora.
O avanço também aparece nas projeções para a economia do país. Na 16ª rodada do levantamento, 46% dos eleitores esperam uma melhora nos próximos seis meses — o maior percentual desde o início da série, em março. A parcela que prevê piora está em 19%, no menor patamar registrado pela pesquisa.
Percepção sobre o presente
A avaliação da situação atual continua negativa. Para 51% dos entrevistados, a economia brasileira é ruim ou péssima. Outros 30% a classificam como regular, e 17% avaliam o cenário como ótimo ou bom. A avaliação negativa permanece acima de 50% desde meados de agosto.
O resultado mostra uma diferença entre a leitura do momento atual e as expectativas para o futuro. Em 20 dias, a parcela que espera melhora passou de 36% para 46%, enquanto a previsão de piora recuou de 29% para 19%. A mudança ocorreu nas duas últimas semanas da corrida eleitoral.
Nesse período, o governo Lula lançou medidas com repercussão econômica, incluindo o aumento de 15% no Bolsa Família, a proibição de bets, a prorrogação da subvenção do diesel e uma nova edição do programa de renegociação de dívidas.
Para André Jácomo, diretor de pesquisa da Nexus, os dados indicam pouca alteração na percepção sobre o presente e uma melhora nas expectativas para o futuro.
A pesquisa foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, entre 25 e 27 de setembro, com 2.000 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.


