A pesquisa BTG/Nexus aponta que Lula e Flávio Bolsonaro têm a mesma amplitude possível de crescimento no primeiro turno: 6 pontos percentuais entre o piso e o teto calculados pelo levantamento. Lula aparece com variação estimada de 36% a 42%, enquanto Flávio oscila de 34% a 40%.
O cálculo considera a firmeza da decisão dos eleitores e as segundas opções declaradas. Não se trata de uma projeção do resultado da eleição, mas de uma estimativa dos limites que cada candidatura pode alcançar conforme parte do eleitorado ainda mude de escolha.
Voto consolidado e espaço para mudança
Entre os eleitores que escolheram algum candidato, 84% afirmam que a decisão está tomada. Outros 15% admitem trocar de candidato, e 1% não sabe ou não respondeu. Entre os eleitores de Flávio, 92% consideram definitiva a escolha. Entre os que indicam Lula, o índice é de 90%.
No cenário estimulado, Lula registra 40% e Flávio, 37%. A diferença de 3 pontos percentuais está dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os demais candidatos também têm intervalos calculados. Augusto Cury marca 6% e varia de 2% a 9%. Ronaldo Caiado registra 5%, com faixa de 3% a 7%. Renan Santos tem 3% e pode ficar entre 2% e 5%. Romeu Zema aparece com 1%, com piso de 1% e teto de 2%.
Cenário de segundo turno
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, Lula registra 46%, com variação de 44% a 47%. Flávio aparece com 45% e intervalo de 43% a 46%.
Nesse cenário, 91% dizem que não pretendem mudar de voto. Entre os 7% que admitem alteração, 61% apontam a possibilidade de votar em branco ou nulo. Outros 13% citam Lula como segunda opção, e 13% indicam Flávio.
A 15ª rodada da pesquisa ouve 2.006 pessoas por telefone entre 18 e 20 de setembro. O levantamento é registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026. A pesquisa é divulgada nesta segunda-feira, 21. Os entrevistados ainda podem mudar de candidato até 4 de outubro.



