Bill Gates defende que o desenvolvimento da inteligência artificial seja submetido a regras obrigatórias impostas pelo governo. O cofundador da Microsoft afirma que a segurança não pode depender apenas das empresas responsáveis pela criação das ferramentas.
Para Gates, uma tecnologia avançada nas mãos de pessoas mal-intencionadas, sem controle externo, poderia provocar a morte de um bilhão de pessoas. “Ninguém acredita que a autorregulação é o suficiente”, declarou em uma conversa de cerca de 30 minutos.
O bilionário reconhece que a fiscalização aumentaria os custos e a burocracia para a indústria, mas avalia que isso não representaria um atraso dramático no desenvolvimento da tecnologia. Na avaliação dele, o controle precisa ser obrigatório e definido fora das companhias.
Gates também afirma que a inteligência artificial tem capacidade para desencadear eventos com consequências em larga escala. “Nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas com más intenções utilizando as ferramentas de IA mais avançadas”, disse.
Outros executivos defendem limites
A discussão também envolve Sam Altman, Dario Amodei e Elon Musk. Altman, CEO da OpenAI, endossou o manifesto de Amodei, CEO da Anthropic, que pede uma redução imediata na velocidade de evolução dos modelos de inteligência artificial.
Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, apoiou o grupo e retomou uma declaração feita em 2023, quando disse considerar a inteligência artificial geral um risco significativamente maior que as armas nucleares. “A AGI é significativamente mais arriscada do que armas nucleares, na minha opinião”, afirmou na época.
As manifestações ocorreram depois de Jacob Coxon, ex-funcionário da Anthropic, acusar as companhias de agir de forma irresponsável. Ele disse que existe uma tentativa de reduzir a velocidade da tecnologia para permitir que o controle alcance seu desenvolvimento e afirmou que as pessoas que constroem a IA acreditam que ela pode matar todos até o fim da década.



