O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) sobe 0,06% em agosto, após recuar 0,86% em julho, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumula alta de 2,19% em 2026 e de 2,63% nos últimos doze meses. Em agosto de 2025, havia avançado 0,20%.
O resultado reúne movimentos opostos entre os componentes do índice. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que acompanha os preços no atacado, passa de queda de 1,31% em julho para alta de 0,10% em agosto. A elevação é influenciada principalmente por soja, milho, bovinos e carne bovina. Os produtos industriais continuam em queda e limitam o avanço do indicador.
Nas matérias-primas brutas, o resultado muda de recuo de 3,02% para alta de 1,43%. Os bens finais passam de retração de 0,96% para avanço de 0,07%. Já os bens intermediários registram queda de 1,66%, depois de alta de 0,73% no mês anterior.
Preços ao consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recua 0,37% em agosto, após cair 0,08% em julho. A queda é influenciada pelas tarifas de energia elétrica residencial, pelas passagens aéreas e pelos alimentos.
Habitação passa de alta de 0,39% para queda de 1,21%. Educação, Leitura e Recreação muda de avanço de 1,06% para retração de 1,44%, enquanto Comunicação aprofunda a queda de 0,06% para 2,19%.
Alimentação tem recuo menor, de 0,87% para 0,47%. Transportes passam de queda de 0,29% para alta de 0,08%. Saúde e Cuidados Pessoais acelera de 0,22% para 0,27%.
O núcleo do IPC, que exclui as oscilações mais acentuadas, sobe de 0,25% para 0,27%. O Índice de Difusão avança de 50,97% para 55,16%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registra alta de 0,66% em agosto, acima dos 0,61% de julho. Materiais e Equipamentos passam de 0,31% para 0,33%, e Mão de Obra, de 1,02% para 1,12%. Os Serviços desaceleram de 0,37% para 0,18%.



