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Juros futuros recuam antes do primeiro turno com aposta em Flávio Bolsonaro

Taxas dos contratos de DI caem no fim do pregão, em movimento associado ao ajuste de posições antes da eleição presidencial.

Juros futuros recuam antes do primeiro turno com aposta em Flávio Bolsonaro

A curva de juros futuros passou da alta para a queda no meio da tarde desta sexta-feira, 2, e encerrou o pregão em baixa. O movimento ocorreu na véspera do primeiro turno da eleição presidencial e foi associado por agentes de mercado ao aumento da precificação de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).

A avaliação é que uma vitória da oposição reduziria os prêmios de risco ligados ao quadro fiscal. No encerramento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 13,563% para 13,510%. O contrato para janeiro de 2029 recuou de 13,821% para 13,690%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,034% para 13,920%.

Na semana, a curva ganhou inclinação. A taxa para janeiro de 2027 recuou cerca de 5 pontos-base, e a de janeiro de 2029 caiu 15 pontos-base. Na parte longa, houve estabilidade.

O movimento de queda se intensificou no fim dos negócios, quando as taxas passaram a ceder ao redor de 10 pontos-base nos trechos médios e longos. Um estrategista de uma grande tesouraria afirmou que não houve um gatilho específico: “É só animação com a eleição mesmo”. Felipe Tavares, economista-chefe da Montebravo, relacionou a reação às melhores chances atribuídas a Flávio.

Eleição e mercado externo

Kimberley Sperrfechter, economista sênior para mercados emergentes da Capital Economics, avaliou que um desempenho forte de Flávio no domingo poderia impulsionar o real e as ações em 3% a 4% e provocar novas quedas nos rendimentos dos títulos soberanos locais. Relatório da economista cita as apostas da Polymarket, que apontavam o senador com 55% de chances de vitória, contra 45% para o presidente Lula.

A pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira manteve o cenário de empate técnico e não alterou os ativos. Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, disse que o mercado ainda considera a disputa apertada e que a expectativa frustrada pela ausência de debate não mudou esse quadro.

Nos Estados Unidos, os juros dos Treasuries voltaram a subir. Às 18h04, a taxa da T-Note de 10 anos avançava de 5,242% para 5,279%. O payroll de setembro apontou a criação de 29 mil empregos, abaixo dos 85 mil projetados, mas o alívio inicial nas taxas durou pouco.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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