A ausência do limpador traseiro em alguns carros chineses vendidos no Brasil está ligada a decisões de aerodinâmica, design e redução de custos. Modelos como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2 chegam ao mercado sem o componente.
Em hatches com o vidro traseiro pouco inclinado, o fluxo de ar cria uma área de baixa pressão que favorece o acúmulo de água e sujeira. Para reduzir esse efeito, os fabricantes podem alterar o ângulo do vidro ou usar aerofólios funcionais. Essas soluções direcionam o ar e ajudam na autolimpeza da superfície.
O ajuste também pode diminuir a resistência aerodinâmica do veículo. A consequência é uma melhora na eficiência energética, especialmente em modelos elétricos. Nesse caso, o desenho da carroceria assume parte da função que seria desempenhada pelo limpador.
A retirada do equipamento ainda reduz custos de produção e o peso do carro. A menor massa pode contribuir para um consumo menor de energia. Por isso, a decisão adotada por marcas como BYD e Geely combina uma solução de engenharia com uma estratégia de fabricação.
Alternativas para a chuva
Para lidar com a água no vidro traseiro, algumas marcas recomendam a aplicação de produtos hidrofóbicos. Esses revestimentos ajudam a evitar o acúmulo de água e podem melhorar a visibilidade durante a chuva.
A solução, porém, não substitui totalmente o limpador traseiro. A ausência do equipamento não representa necessariamente perda de eficiência, já que o resultado depende do projeto do veículo e das alternativas usadas para reduzir a presença de água e sujeira no vidro.



