SÃO PAULO — O ministro aposentado Celso de Mello afirma que o trabalho de Márcio Chaer ampliou o espaço para a informação e a reflexão sobre o Direito. O jornalista, diretor de uma revista eletrônica especializada, morreu neste sábado (3/10), em São Paulo.
Chaer e Celso de Mello mantinham uma amizade de mais de 40 anos. Eles se conheceram em 1985, quando o jornalista ainda integrava o Ministério Público de São Paulo.
Na manifestação, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal descreve Chaer como pioneiro do jornalismo jurídico no Brasil. Para o ministro, o jornalista ajudou a tornar compreensível a atuação dos tribunais e criou condições para que as instituições da Justiça fossem examinadas e debatidas.
“Ao tornar mais conhecida a vida dos tribunais, contribuiu para que a atuação dessas instituições pudesse ser compreendida, examinada e debatida”, escreveu Celso de Mello.
Legado no Direito
O ministro também afirma que as publicações de Chaer apresentaram à comunidade jurídica as realizações, contradições e desafios da Justiça brasileira, além da dimensão humana de seus protagonistas.
Celso de Mello considera que a criação da revista representa uma parte duradoura desse legado. Segundo ele, a iniciativa ofereceu à comunidade jurídica um meio de acompanhar os acontecimentos da Justiça e discutir os rumos de suas instituições.
“Permanece, sobretudo, a saudade de quem tive a honra de conhecer e estimar”, declarou.
Ao lamentar a morte, o ministro dirigiu solidariedade aos familiares, amigos e colegas do jornalista. Também afirmou que a ausência de Chaer deixa um vazio, enquanto sua obra mantém a presença de sua contribuição para o jornalismo e a Justiça brasileira.




